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Novo Modelo Unisaga
A concessionária Saga iniciou seu plano de expansão e uma história comum no cotidiano das empresas brasileiras. Batido o martelo para o crescimento, seus gestores se deram conta que não havia mão-de-obra interna qualificada para ocupar os cargos de gerência. Preocupados em despertar o espírito de liderança em seus funcionários, decidiram investir em treinamento. A saída foi criar a Universidade Corporativa Saga. Com a ajuda de um experiente consultor foi montado o projeto da universidade e a grade de cursos. Com duração de seis meses, com aulas ministradas em 11 módulos e, ao final, é apresentado um trabalho de conclusão. Em sala de aula, os professores incentivam o contato entre os alunos, e, a partir da teoria, realizam discussões em grupo focadas na realidade da empresa. Dessa forma, independentemente da formação do aluno, as idéias se somam e a diversidade da turma torna-se ponto positivo. A primeira turma do curso contou, inicialmente, com a presença de 30 funcionários, selecionados entre 80 inscritos, por um teste de conhecimentos gerais. Mas os organizadores do projeto sentiram que o exame acabou limitando a participação dos empregados, visto que muitos ficaram intimidados com a prova e não fizeram a inscrição. Nem por isso faltou diversidade ao grupo, que contou com a presença de vendedores, mecânicos, cargos de chefia e outras áreas de atuação. A segunda turma foi selecionada por indicação dos gerentes de cada departamento e também conta com a participação de 30 alunos. Para Sérgio Maia, investir na capacitação de funcionários eleva o nível das pessoas e das equipes, e reflete diretamente no rendimento da empresa. Em contrapartida, aumenta a responsabilidade e o comprometimento pessoal com a corporação. Esse trabalho acaba contagiando não só quem faz o curso, mas quem está de fora e passa a perceber o valor dado a quem se esforça. “O que tem valido a pena é a busca de melhorias de uma maneira geral. A empresa ainda não respira isso, mas já mexeu com muita gente”. Com o projeto ainda no início, os gestores planejam que um número máximo de pessoas participem da formação. O curso está em processo de homologação no Ministério da Educação e Cultura (MEC) e a idéia é transformá-lo em técnico, com diploma aprovado.
Outra proposta é fazer um segundo módulo, mais aprofundado, com os melhores alunos dos dois anos. “A médio e longo prazo isso trará resultados técnicos, de conhecimento, além do comprometimento com a empresa”, ressaltou o vice.
Envolver os primeiros colocados da turma em projetos fora de suas áreas de atuação é outra estratégia importante para mantê-los pensando a corporação e, futuramente, torná-los líderes, explica Maia. Avaliações periódicas e trabalhos de revitalização do grupo são a base para que todo o treinamento não se perca, declarou o vice-presidente. Além disso, é obrigação da chefia de cada funcionário que participou da universidade, cuidar da aplicação prática de seu trabalho de conclusão. O executivo mostra-se satisfeito com os resultados colhidos até agora, mas é exigente na avaliação. “Estamos engatinhando ainda. Numa escala de zero a dez, estamos no quatro”. Segundo ele, a Universidade Saga precisa de avanços não só de estudos, mas de práticas e destacar os futuros gestores da empresa, que só vão aparecer ao longo das capacitações. Para as empresas que pensam em aplicar um modelo de capacitação interna, Sérgio dá a receita. “Não procurem inventar nem financeiramente, nem na complexidade. Comece um projeto simples mas que tenha continuidade e que vá se afinando, foi por isso que deu certo aqui”, concluiu.

